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Quem pode fazer implante dentário: cinco coisas que pesam
Idade, osso, diabetes, cigarro e remédios para os ossos: o que cada um muda na indicação do implante dentário e o que levar à consulta de avaliação.
A dentadura de baixo se mexe quando você come, e faz tempo que você pensa em implante. Só que você já passou dos 75, toma um remédio para osteoporose e ouviu dizer que, com osteoporose, não dá. A consulta vai ficando para depois.
Várias condições comuns na vida adulta não impedem o implante por si só. O que conta é se a condição está controlada e o que os exames mostram.
Cinco coisas que pesam na decisão
1. Saúde geral e idade
Doença do coração não fecha a porta: em quem tem doença isquêmica do coração, teve AVC ou tem doença cardíaca causada por pressão alta, a proporção de implantes que continuam na boca ao longo do tempo é parecida com a de quem não tem essas doenças. Já algumas doenças dos ossos e doenças autoimunes pedem avaliação individual.
Idade máxima não existe. Mínima, sim: o implante só é colocado depois que o crescimento termina.
Um consenso de 2018 do ITI (International Team for Implantology) concluiu que a idade avançada, sozinha, não é contraindicação, inclusive acima dos 75 anos. O que pesa é se você consegue cuidar da higiene em volta do implante e voltar às consultas de controle, por conta própria ou com a ajuda de um familiar ou cuidador.
Ter passado dos 75, portanto, não é motivo para deixar a avaliação de lado.
2. O osso e a gengiva
O requisito central do implante é osso saudável em quantidade suficiente no lugar onde ele vai entrar, e isso se mede nos exames da avaliação. Quando o osso não basta, existe o enxerto ósseo, que reconstrói a área onde houve perda. Perdas muito grandes podem tornar o implante menos indicado.
A gengiva e os dentes que ficaram também contam. Doença da gengiva ativa ou sem tratamento (a doença periodontal, que atinge também o osso que sustenta os dentes), cáries extensas e higiene bucal deficiente fazem o implante esperar; tratado o problema, ele volta a ser discutido.
Ouvir que falta osso não encerra a conversa: muda o plano e às vezes acrescenta uma etapa antes do implante.
3. Diabetes e hemoglobina glicada
Diabetes não impede o implante. O que faz a diferença é o controle da glicose, medido pela hemoglobina glicada (HbA1c), o exame de sangue usado para acompanhar o diabetes.
Com HbA1c de até 7%, os resultados ficam, muitas vezes, parecidos com os de quem não tem diabetes. Acima de 8%, eles pioram de forma consistente: mais perda de osso em volta do implante e mais inflamação nos tecidos ao redor.
A recomendação é chegar à cirurgia com um período de controle estável, já demonstrado nos exames. Se o seu último resultado veio alto, o primeiro passo é com o médico que trata o diabetes.
4. Cigarro
Em fumantes, a chance de o implante falhar é cerca de 2,4 vezes maior, e a perda de osso em volta dele é, em média, 0,58 mm maior. Fumar e usar cigarro eletrônico podem atrapalhar a cicatrização.
Fumar não impede a avaliação, mas precisa ser dito nela com clareza: quanto, há quanto tempo e se inclui cigarro eletrônico.
5. Remédios para os ossos e radioterapia
Bisfosfonatos, como o alendronato e o ácido zoledrônico, e o denosumabe freiam a reabsorção natural do osso. São usados na osteoporose e, em doses mais altas, em pessoas com câncer que atinge os ossos. Estão ligados a uma complicação rara, a osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos: uma área de osso exposto na boca que não cicatriza por mais de oito semanas.
Em quem usa esses remédios para osteoporose, o risco é baixo, estimado entre 0,02% e 0,04% com bisfosfonatos e em 0,3% com denosumabe, e cirurgias eletivas na boca não parecem contraindicadas. No caso do implante, a orientação é saber desse risco e da possibilidade de perder o implante, cedo ou mais tarde, e manter consultas de controle por longo prazo.
No tratamento de câncer com doses altas desses remédios, por via injetável, o implante é contraindicado.
Radioterapia na cabeça e no pescoço, para tratar um câncer, pode fazer com que menos implantes permaneçam na boca. O implante não fica descartado, mas a decisão é tomada com mais cautela e junto com o médico que acompanha o tratamento.
Se você usa um desses remédios, não o suspenda por conta própria. Na osteoporose, o benefício de prevenir fraturas é maior que o risco de osteonecrose, e parar antes de uma cirurgia ainda é tema controverso. Em dose de osteoporose ou de câncer, o mesmo tipo de remédio leva a decisões diferentes, e por isso o motivo do uso importa tanto quanto o nome.
O que levar no dia da avaliação
A avaliação acontece no consultório do Maxime Office Tower, em Jundiaí. Para ela, separe:
- a lista de todos os remédios que você usa, com o nome, a dose e o motivo de cada um;
- exames de sangue recentes e, se você tem diabetes, a última hemoglobina glicada;
- se fez radioterapia na cabeça ou no pescoço, as informações desse tratamento;
- o nome e o contato dos médicos que acompanham você;
- se fuma ou usa cigarro eletrônico, a quantidade por dia.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação clínica individual.