Blog

O que é implante dentário, do dente perdido à coroa

Do espaço vazio à coroa: o que acontece na avaliação, no dia da cirurgia e nos meses em que o osso se une ao implante, com o tempo de cada etapa.

Um implante dentário montado, de pé em um suporte de acrílico: o implante de titânio, o pilar e a coroa de cerâmica
Imagem ilustrativa: um implante dentário montado, de pé em um suporte de acrílico: o implante de titânio, o pilar e a coroa de cerâmica.

Você perdeu um molar de baixo há alguns anos. O espaço não dói, então foi ficando, e hoje você mastiga do outro lado sem nem perceber. Quando o assunto volta, a palavra que aparece é implante.

O implante dentário é uma peça pequena, em forma de parafuso, colocada no osso da mandíbula (a arcada de baixo) ou da maxila (a de cima). Ele faz o papel da raiz. O dente que aparece na boca é instalado depois, sobre ele, e entre uma coisa e outra passam alguns meses.

Do espaço vazio até a coroa, as etapas vêm nesta ordem.

Primeiro, a consulta de avaliação

A consulta começa com perguntas que parecem não ter nada a ver com dente. Pressão alta ou problema no coração, diabetes, alteração de tireoide, doença do sangue ou dos ossos, os remédios que você toma. Algumas dessas condições mudam o planejamento, e por isso vêm antes de qualquer exame.

Depois vem o exame da boca: a gengiva, os dentes que restam e o espaço onde o dente falta.

Em seguida, as imagens. O ponto de partida é a radiografia panorâmica, completada quando preciso por radiografias periapicais, feitas por dentro da boca. Para planejar o implante é preciso ver o osso em corte, e o exame indicado para isso é a tomografia computadorizada de feixe cônico, uma tomografia odontológica em três dimensões. Ela mostra a altura e a espessura do osso disponível e a posição de duas estruturas que precisam ser preservadas, o seio maxilar e o canal por onde passa o nervo da mandíbula. É pedida por decisão clínica, com a menor dose de radiação que dê uma imagem adequada.

Com esses dados, o plano começa pelo fim: primeiro o dente novo, depois a posição, o tamanho e o número de implantes, e só então o osso necessário para sustentá-los. Quando o osso não basta, uma falta moderada pode ser corrigida na própria cirurgia do implante, e uma perda maior pede um enxerto antes.

O dia da cirurgia

A colocação do implante é feita com anestesia local, que adormece a gengiva e a região; em alguns casos, ela é associada à sedação. O dentista faz uma pequena abertura na gengiva, prepara um orifício no osso, instala o implante e fecha com pontos.

Na maior parte dos casos, a peça é de titânio, metal usado em implantes há décadas, ao qual o osso se liga direto, sem tecido fibroso no meio. Existe também o implante de zircônia, um material cerâmico: em 12 meses de acompanhamento, a proporção de implantes que continuam na boca foi parecida com a do titânio, mas ainda faltam dados de longo prazo, e a escolha é feita no planejamento.

A cirurgia pode ser em dois estágios, com o implante coberto pela gengiva até que um pequeno procedimento o exponha depois da cicatrização, ou em um estágio, com uma peça que já atravessa a gengiva e dispensa essa segunda intervenção.

Nos dias seguintes, um desconforto leve e algum inchaço são normais. A cicatrização inicial da gengiva leva cerca de uma semana, e é por volta desse prazo que se espera voltar a se sentir como antes.

Os meses em que o osso se une ao implante

É a etapa mais longa, e a que menos se vê.

O osso em volta do implante cicatriza encostado na superfície da peça, até os dois ficarem ligados de forma direta e rígida, sem tecido mole no meio. Esse processo se chama osseointegração. É ele que dá ao implante firmeza para receber um dente e aguentar a mastigação, e por isso a prótese definitiva espera por ele.

Na mandíbula, essa união leva em geral de dois a três meses; na maxila, de três a seis. Outras estimativas vão de três a nove meses. O prazo de cada pessoa depende da quantidade e da qualidade do osso, da região da boca e de como ela cicatriza.

Quando o implante fica na frente da boca, o dentista costuma fazer um dente provisório para esse período. Nos dentes de trás, como aquele molar de baixo, o provisório nem sempre é necessário.

Nem sempre, porém, o dente espera todos esses meses. O ITI (International Team for Implantology) definiu em consenso três momentos para o implante receber a prótese: carga convencional, depois de dois meses da colocação; carga precoce, entre uma semana e dois meses; e carga imediata, com uma prótese, geralmente provisória, instalada em menos de uma semana.

A carga convencional é previsível em qualquer situação e é a indicada quando o implante não fica bem preso ao osso na colocação (estabilidade inicial baixa), depois de um enxerto ósseo extenso ou quando a saúde da pessoa pede mais cautela. A carga imediata depende dessas mesmas condições e não serve para todos.

A coroa, por último

Com o osso unido ao implante, chega a parte que aparece. Na técnica em dois estágios, o implante é exposto antes. Depois se parafusa o pilar, também chamado de intermediário, que atravessa a gengiva e serve de base para o dente novo. Sobre ele vai a coroa. A instalação do pilar e da prótese final leva por volta de uma hora.

O que vai em cima depende do que se perdeu. Para um dente, uma coroa. Para vários, uma ponte apoiada em dois ou mais implantes. Para quem perdeu todos os dentes de uma arcada, uma prótese fixa ou removível sustentada por alguns implantes, em geral de quatro a seis.

No caso do molar de baixo, a conta final é de três peças: implante, pilar e coroa.

Os prazos de cada etapa, no seu caso, são definidos na consulta de avaliação, no consultório do Maxime Office Tower, em Jundiaí.

Palavras que você vai ouvir na consulta

  • Osseointegração. A ligação direta e rígida entre o osso e a superfície do implante.
  • Estabilidade inicial. O quanto o implante fica preso ao osso logo que é colocado.
  • Pilar ou intermediário. A peça parafusada no implante que atravessa a gengiva e sustenta a coroa.
  • Tomografia de feixe cônico. A tomografia odontológica em três dimensões que mede o osso antes do implante.
  • Seio maxilar. A cavidade de ar logo acima dos dentes de trás da arcada de cima.
  • Enxerto ósseo. O procedimento que aumenta o osso onde ele não basta para receber o implante.
  • Carga imediata. Uma prótese instalada sobre o implante em menos de uma semana depois da cirurgia.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação clínica individual.

Avaliação

Agende sua avaliação

Na consulta, o Dr. Angelo examina o seu caso, explica as opções de tratamento e apresenta o plano, com as etapas e o prazo.

Agendar pelo WhatsApp Ligar para o consultório

Seg. a sex. 7h–21h · Sáb. e dom. 7h–14h · com hora marcada

Agendar avaliação